sábado, 10 de abril de 2010

Importância da Casa das Minas do Maranhão


Dr. Sergio Ferretti
A Casa das Minas Jeje tem sido reconhecida por diversos pesquisadores, autoridades em geral e pela tradição do povo-de-santo como a representante mais antiga da tradição Mina-Jeje no Maranhão e necessita ser amparada pelo instrumento jurídico do tombamento, que dará maiores garantias de continuidade e de preservação de seu espaço físico.
Tendo a cidade de São Luís sido reconhecida pela UNESCO, em 1998, como Patrimônio da Humanidade, a Irmandade da Casa das Minas considera importante que ela também seja tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e pelo Patrimônio Histórico do Estado do Maranhão e que seja incluída oficialmente na relação dos bens culturais do Estado. Em 1985 o assunto foi discutido, com a presença da arquiteta Dora de Alcântara, do IPHAN, por ocasião do Seminário preparatório ao colóquio internacional organizado pela UNESCO em são Luís, que discutiu Sobrevivências das Tradições Religiosas Africanas na América Latina e no Caribe.
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Em 1999, a chefe da Casa das Minas solicitou que a Comissão Maranhense de Folclore se interessasse junto à Fundação Cultural do Maranhão e colaborasse no que fosse possível para providenciar este tombamento.
O Brasil, que já tem 500 anos, é ainda pouco conhecido por nós brasileiros. Mesmo no Maranhão, pouca gente conhece a Casa das Minas. Embora desde 1938 muitos trabalhos científicos e literários tenham sido escritos sobre essa casa, ela se tornou mais divulgada a partir de 1975, com a publicação do romance "Os Tambores de São Luís", do escritor maranhense Josué Montello, da Academia Brasileira de Letras.
A contribuição do negro como um dos elementos fundadores e constitutivos da nação brasileira ainda é pouco reconhecida. Os meios de comunicação divulgam que São Luís foi fundada por franceses, que, como os holandeses, permaneceram menos de dois anos no primeiro meio século da história da cidade. A contribuição dos europeus para a história do Maranhão tem sido razoavelmente conhecida e divulgada por historiadores e literatos. A contribuição dos elementos negro e indígena, infelizmente, ainda é pouco conhecida no Brasil, de modo geral, e especialmente no Maranhão. O esforço de antropólogos, historiadores e literatos não tem sido suficiente para se ampliar esse reconhecimento.
Dizer que o negro, o índio e o branco são formadores de nossa cultura é dizer pouco. Quem são os negros, índios e brancos que construíram o Maranhão? Em relação aos negros, quando eles aqui chegaram, não se consideravam negros, nem pretos, nem africanos e muito menos escravos. Em suas terras, eles eram homens, mulheres e crianças, camponeses ou trabalhadores urbanos, guerreiros, sacerdotes, príncipes e gente de vários povos, chamados entre eles de mina, nagô, tapa, camundá, moçambique, bijagó, balanta, felupe, cachéu, cabo verde, mandinga, angico, angola, benguela, cambinda, congos e outras das numerosas nações e etnias que foram trazidas como escravas para o Brasil e para o Maranhão, em grande quantidade, e aqui, sobretudo entre 1750 e 1850, o último século do tráfico de escravos.
A Casa Grande das Minas, ou Casa das Minas Jeje, ou Querebentã de Zomadônu - seu nome africano, ou simplesmente Casa das Minas, como é mais conhecida, é a casa mais antiga de culto africano do Maranhão e uma das mais antigas do Brasil. É o único terreiro de nação mina jeje entre nós e foi organizada por africanos trazidos de contrabando.
Foi fundada em data desconhecida e depois estabelecida no bairro da Madre de Deus, tendo sido plantada, junto com algumas árvores, ainda lá existentes, à rua de São Pantaleão, nº 857, onde funciona há mais de um século e meio, desde meados da década de 1840, como nos é dado conhecer. Somente o Governo do Estado, a Arquidiocese de São Luís, a Santa Casa de Misericórdia, algumas irmandades religiosas (como a de São Benedito e de Bom Jesus dos Navegantes) e sociedades secretas (como a Maçonaria), que não podem ser identificadas, são das poucas instituições maranhenses mais antigas do que a Casa das Minas Jeje.
Os primeiros escritos hoje conhecidos, que se referem à Casa das Minas, começam a surgir apenas na segunda metade da década de 30. Antes disso, de acordo com escritos de Luiz Mott sobre a inquisição (1995), parece que os tambores não eram ouvidos no Maranhão, como afirma aquele pesquisador:
"não encontramos sequer uma referência à prática de rituais e cerimônias de origem africana no Maranhão colonial - nem mesmo os populares calundus que aparecem citados, sobretudo no século XVIII, do Piauí à capitania de São Paulo. Provavelmente os tambores de mina e rituais congêneres deviam ser praticados tão clandestinamente que os tantãs dos atabaques não chegavam os pios ouvidos dos fiéis mais afeitos às denúncias junto ao Santo Ofício". (Mott, 1995: 19).
Pouco antes da independência, em 1818, dom frei Francisco de Nossa Senhora dos Prazeres informa a respeito de negros, que a irmandade de São Benedito dos Pretos era a mais numerosa de São Luís. Sobre os escravos, na referência mais antiga sobre os tambores do Maranhão que temos notícia, aquele frade afirma que:
"para suavizar a sua triste condição fazem, nos dias de guarda e suas vésperas, uma dansa denominada batuque, porque n’ella uzam de uma espécie de tambor, que tem este nome. Esta dansa é acompanhada de uma desconcertada cantoria, que se ouve muito longe." (Prazeres, 1891: 138).
A graduanda em História da Universidade Federal do Maranhão - UFMA, Emanuela Sousa Ribeiro, em pesquisas realizadas no ano de 1998 no Arquivo Público do Maranhão, por nós orientada informa:
"Já em 1884, Casa Grande das Minas tinha um status diferente das demais, pois que já era assumidamente um local de Mina, apesar de utilizar ainda nos seus requerimentos a expressão bricandeira para tratar de mina. (Ribeiro, 1998: 14)
A mesma pesquisadora informa que, naquele ano, Virgínia Maria da Conceição solicitava permissão para, durante seis meses, ter lugar a brincadeira, na Casa Grande das Minas à rua de São Pantaleão. Informa também que, em 1912, Hosanna da Conceição Ferreira pede licença à Secretaria de Polícia pois estava:
"precisando festejar (com as demais pessoas componentes de uma Irmandade Religiosa, muito antiga, sob sua direção, nesta capital, à Rua de São Pantaleão sob o nº 199, - na conhecida Casa das Minas) o Glorioso São João Batista, com ladainhas e tocadas e dansas de tambor religioso - de Minas" (Ribeiro, 1998: 15)
Em 1896, em visita que fez ao Maranhão, o médico Raimundo Nina Rodrigues (1977:213) informa que "verificou pessoalmente a existência de negros iorubanos e jejes e a disseminação das suas crenças na população brasileira". Diz (1977:107), que foi: "visitar os últimos negros africanos que existiam na capital daquele estado e que são ali geralmente conhecidos por negro mina. Eram duas velhas, uma jêje... e outra nagô de Abeukutá, residindo ambas em pequenas casinhas nas proximidades de São Pantaleão". Afirma que visitou o terreiro em que os filiados eram umas vinte e poucas negras e mulatas.
Como vemos, ao longo do século XIX e em inícios do século XX quase não se tem referências escritas a práticas religiosas dos negos, que eram chamados genericamente de batuques e para as quais era necessário solicitar autorização à delegacia de costumes e diversões. Apesar da constituição republicana garantir a liberdade religiosa, tal prática perdurou no Maranhão ainda um século após abolida a escravidão. Só a partir de fins da década de 30 alguns intelectuais e pesquisadores vindos de fora irão se interessar em conhecer essas práticas que ainda são pouco conhecidas por muitos maranhenses.
O escritor espanhol Álvaro de Las Casas (s/d: 65/66), em viagem ao Norte do Brasil em 1938, conta que visitou a Casa das Minas em companhia de Dr. Tarquínio Filho e que ficou contente de saber que na "raça negra" há classes sociais e linhagens que se julgam de ascendência nobre e não se misturam e que as linhas mais aristocráticas que estão no Brasil vivem no Maranhão. Considerou a casa grande, abastada, muito limpa e arranjada e das mais distintas. Disse também que dona Andresa pareceu-lhe não gostar de estranhos, mas era muito hospitaleira. Passeou no terreiro onde, à sombra das árvores, palestrou amigavelmente e saboreou sapotis deliciosas. Diz que lá se celebram danças litúrgicas nas noites consagradas, que duram de três a quatro dias. Perguntou indiscretamente à velha Andresa se ela previa o futuro, ao que ela lhe respondeu com dignidade: "Esta não é casa de feitiçaria. Vivemos de acordo com os nossos hábitos e continuamos o culto de nossos antepassados. Não fazemos mal a ninguém nem tomamos conta das vidas alheias". Diz que saiu envergonhado e que a lição lhe provava tanto a gentileza de mãe Andresa quanto sua irreverência de jornalista.
No mesmo ano de 1938 a Casa das Minas foi visitada pelo etno-lingüista português Edmundo Correia Lopes, que publicou vários artigos analisando, sobretudo, elementos da língua mina-jeje utilizada na Casa e chamada na África de Ewê-Fon, afirmando recear que o vasto patrimônio musical, coreográfico, psicológico, histórico e folclórico desse grande terreiro jeje nunca viesse a ter o estudo que merece.
O médico veterinário maranhense Raimundo Nunes Pereira, filho e sobrinho de iniciadas na Casa das Minas, realizou pesquisa na Casa em 1942. Diz que muitas informações lhe foram facilitadas por haver estado lá na infância e por ter parentesco com pessoas do culto do qual era participante, tendo conquistado grande confiança de mãe Andresa. Em 1947, com o apoio e prefácio de Arthur Ramos, publicou "A Casa das Minas", trabalho que qualifica de "um depoimento" e que foi muito importante para o conhecimento dos jejes do Maranhão.
O antropólogo paulista Octávio da Costa Eduardo, orientando de Melville Herskovits, da Universidade de Colúmbia, passou nove meses no Maranhão em 1944/45. Estudou cuidadosamente a Casa das Minas, a Casa de Nagô e o povoado de Santo Antônio dos Pretos, em Codó. Em 1948 publicou, em Nova York, sua tese: "O Negro no Noroeste do Brasil" apresentando importantes informações sobre este e outros terreiros.
O etnógrafo francês Pierre Verger esteve pela primeira vez no Maranhão em agosto de 1948, onde fez cerca de 250 registros fotográficos inclusive da Casa de Nagô, da rua das Crioulas, e da Casa das Minas. Aprendeu com mãe Andresa nomes misteriosos de alguns voduns ali cultuados e que meses mais tarde representaram papel importante facilitando suas pesquisas na África. Em fins de 1948, chegou a Abomé, capital do antigo reino do Daomé. Informa que os nomes dos voduns anotados em São Luís pertenciam à família real de Abomé. Alguns eram conhecidos somente pelos sacerdotes e serviram como senha junto ao chefe do culto da divindade Zomadônu, para quem são feitas oferendas aos antigos reis.
Em 1952, Verger publicou importante artigo onde revela a identificação entre voduns cultuados no Maranhão e divindades protetoras de reis que governaram no Daomé até 1779. Apresentou então a hipótese de que Na Agontimé, uma das viúvas do rei Agonglô e mãe do futuro rei Ghezo, vendida como escrava por Adandosã, seu meio irmão, deve ter trazido para São Luís o culto dos voduns reais de Abomé. Essa hipótese apresentada por Verger foi reconhecida em 1985 como verossímil no Colóquio sobre sobrevivências religiosas africanas na América Latina e Caribe, organizado pela UNESCO, em São Luís.
Verger, no mesmo artigo, apresenta informações que julgamos interessante lembrar aqui. Diz que o trono do rei do Daomé tinha o caráter sagrado e não podia ser destruído. O rei Ghezo destronou seu meio irmão e como vingança mandou seu trono de presente para D. Pedro I, junto com a expedição que enviou ao Brasil a procura de sua mãe, vendida como escrava. Até hoje esse trono, esculpido em madeira, se encontra no acervo do Museu Nacional do Rio de Janeiro, junto com outros objetos, como uma tapeçaria em tecido colorido feitos no Daomé com motivos alegóricos do poder real. Verger informa que esse tipo de artesanato em tecido é utilizado no Daomé desde fins do século XVIII, na época do rei Agonglô, e sua fabricação é uma exclusividade da família Yemadjé, de alfaiates decoradores, da qual descende Nã Agontimé, a esposa do rei Agonglô que foi vendia como escrava. Até hoje eles são fabricantes de bonés, guarda-sóis, bandeiras, tapeçarias e painéis de tela como alguns expostos na mostra que ilustra a exposição Povo de Mina, na galeria Zelinda Lima do Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho.
Em 1953, o vice-presidente da República, Café Filho, assistiu a uma cerimônia na Casa das Minas e no mesmo ano o sociólogo francês Roger Bastide, que inovou os estudos afro-brasileiros, visitou também a Casa e sobre ela escreveu várias páginas discutindo aspectos do culto aos voduns. Estudando a área religiosa afro-maranhense, considerou São Luís uma ilha de resistência daomeana, onde os negros estiveram isolados do contato com outras civilizações, e constatou que essa área ficou muito tempo abandonada pelos africanistas brasileiros, inclusive dos que procuravam vestígios daomenos que, devido a influências do culto dos voduns no Haiti, o confundiam com o culto das serpentes. Bastide (1971: 264) afirma que a casa de mãe Andresa é "um pedaço do Daomé do lado de cá do Atlântico". Em diversos livros que escreveu, Bastide faz referências aos ritos de iniciação na Casa das Minas, à hierarquia entre as divindades e entre os membros do culto, a características das divindades cultuadas e a diversas cerimônias e rituais.
Depois de Bastide, muitos pesquisadores brasileiros e estrangeiros continuam visitando, pesquisando e escrevendo sobre a Casa das Minas. A escritora norte-americana Judith Gleazon visitou a Casa nos anos 60 junto com Dra. Flor-de-Liz Nina, tendo conversado com dona Amância e outras vodunsis. Em 1970, Gleazon publicou, em Nova York, um romance, infelizmente não traduzido, sobre a história de Na Agontimé, de grande interesse para a Casa das Minas. A antropóloga Maria Amália Pereira Barreto escreveu dissertação de mestrado e publicou, em São Luís, livro tratando da Casa e nós próprios redigimos dissertação de mestrado, tese de doutorado e publicamos dois livros sobre a Casa das Minas, em 1985 e em 1995.
Merece destaque o romancista e etnógrafo alemão Hubert Fichte, falecido prematuramente em 1986 e que em 1982/83 passou oito meses estudando a Casa das Minas e publicou em seu pais vários trabalhos sobre a mesma. O antropólogo espanhol Luís Nicolau Pares defendeu recentemente, em Londres, tese de doutorado sobre transe e possessão, fazendo muitas referências a esse e a outros terreiros de São Luís.
Alguns maranhenses reclamam que muitos pesquisadores deixaram de pesquisar fatos importantes sobre outras casas de culto do Maranhão, concentrando-se exclusivamente na Casa das Minas. Felizmente, hoje essa crítica aos estudos religiosos afro-maranhenses está sendo superada pelas novas gerações de estudantes e pesquisadores. Mas a Casa das Minas, apesar de razoavelmente conhecida na literatura antropológica, preserva muitos mistérios que instigam os antropólogos que a continuam estudando. Temos notícia de um jovem cientista social do Maranhão que está elaborando dissertação de mestrado em antropologia sobre o declínio da Casa das Minas e de um antropólogo lingüista do Benin que defendeu dissertação de mestrado e está elaborando tese de doutorado tratando da linguagem dos voduns.
O grande intelectual e artista Mário de Andrade, que em 1938 organizou pesquisas de registro musical sobre a cultura popular do Norte e Nordeste, inclusive sobre o tambor de crioula e o tambor de mina do Maranhão, como sabemos, foi um dos idealizadores do Departamento do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Se tivesse vivido mais tempo certamente Mário de Andrade teria imprimido ao processo de tombamento de bens culturais no Brasil um caráter mais abrangente do que esse Instituto passou a ter. A partir da época do centenário da abolição da escravidão, essa lacuna foi resgatada pois o Patrimônio Histórico e Artístico Nacional passou a incluir, entre os bens tombados, alguns templos de culto afro na Bahia, fato que teve continuidade com órgãos municipais e estaduais de patrimônio histórico em outros lugares. No Maranhão, a Casa das Minas necessita da proteção do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e Estadual como reconhecimento a um dos mais importantes símbolos de uma cultura que veio da África e se implantou no Brasil.
Embora com número reduzido de vodunsis e deixando de fazer certos rituais que existiam no tempo de mãe Andresa, a Casa das Minas continua realizando suas obrigações para com os voduns, algumas das quais exigindo do grupo grandes sacrifícios e realizadas com técnicas hoje pouco utilizadas, como, entre outras, o fogo de lenha em caldeirão de ferro sobre trempe, a pipoca estourada na areia quente e o uso de pilão de pedra e de madeira.
A Casa das Minas é um dos exemplos mais expressivos de afirmação de identidade étnica por afro-brasileiros e de valorização de uma cultura, mesmo quando esta não é vista pelos de fora como a mais evoluída ou autêntica. Por essas e outras razões, merece ser tombada como bem cultural pelo patrimônio histórico.
Bibliografia Consultada
ALVARENGA, Oneyda. Tambor-de-mina e tambor-de-crioulo. Registros sonoros do folclore musical brasileiro. São Paulo: Discoteca Pública Municipal, 1948.
BARRETO, Maria Amália Pereira. Os voduns do Maranhão. São Luís: Fundação Cultural, 1977.
BASTIDE, Roger. As religiões africanas no Brasil: contribuição a uma sociologia das interpenetrações de civilizações. São Paulo: Pioneira/ Edusp, 1971, 2 vols. (Original 1960).
EDUARDO, Octácio da Costa. The negro in Norther Brazil: a study in acculturation. New York, J. Augustin Publisher, 1948.
FERRETTI, Sergio F. Querebentan de Zomadônu. Etnografia da Casa das Minas do Maranhão. São Luís: EDUFMA, 1996  (Original 1985).
_________. Repensando o Sincretismo. São Paulo/ São Luís: EDUSP / FAPEMA, 1995.
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________. Explosion. Roman der Ethnoligie. Frankfurt: S. Fisher, 1993.
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GLEAZON, Judith. Agotime, her legend. With drawings by Caribé. New York, Grossman Publishers, 1970.
MONTELLO, Josué. Os tambores de São Luís - Romance. 2ª ed. Rio de Janeiro: Ed. José Olímpio, 1976. (Orig. 1975).
MOTT, Luiz. A inquisição no Maranhão. São Luís: EDUFMA, 1995.
NICOLAU PARÉS, Luis. The Phenomenologie of spirit possessionin teh tambor de mina (An etnographic-visual sutudy). London: University of London, SOAS, PhD thesis. 1997.
PEREIRA, Nunes. A Casa das Minas: culto dos voduns jeje no Maranhão. 2ª Ed. Petrópolis, Vozes, 1979. (Original, 1947).
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RIBEIRO, Emanuela Sousa. Requerimentos de Licenças para Festas na Secretaria de Polícia de São Luís (1873-1933). Relatório Semestral de bolsistas de Iniciação Científica, da Pesquisa: Religião e Cultura Popular - Estudo de Festas no Maranhão e em Terreiros de Tambor de Mina. São Luís, UFMA, 1998.
RODRIGUES, Nina. Os Africanos no Brasil. São Paulo: Comp. Ed. Nacional, 1977 (Original 1905).
VERGER, Pierre. Uma rainha africana em São Luís. REVISTA USP n. 6. São Paulo: 1990: 151-158. (Original 1952).
________. 50 Anos de Fotografia. Salvador: Currupio, 1982.

Acesse a página original aqui http://cmfolclore.sites.uol.com.br/importanciaminas.htm

2 comentários:

Roge disse...

Gostaria de saber sobre a casa que foi aberta em Jacarépagua. Quais os motivos do não prosseguimento e o endereço da mesma. Pelo menos o bairro em que a mesma se situou. Roge de Oliviera Candido.

felix marinho disse...

Roge O. Candido,

sobre essa, digamos, pretensa filial da Casa Grande das Minas, você encontrará maiores detalhes em obras e artigos de Sérgio Ferretti. Mas lhe adianto que a mesma se deu através de uma antiga dançante da casa, Zuleide Figueira de Amorim, do Vodun Poliboji. Que em 2001, envolveu-se em um escândalo ao alegar ser descendente de Nã Agotime, denominada por ela de Maria Mineira Naê.

" (...) Tentou abrir filial da casa em Jacarepaguá no Rio de Janeiro, mas
esta experiência não foi adiante e possui uma casa em Soure (Marajó), sem nenhuma
vinculação com a Casa das Minas. Nunes Pereira, que foi seu amigo, inclui duas fotos
dela na última edição do livro sobre a Casa das Minas (Nunes Pereira, 1979) e ambos
participarem em um filme (Nunes Pereira e a Casa das Minas, de Rolando Monteiro e
José Sette, de 1976), que mostra cenas da Casa das Minas e do terreiro de
Zuleide/Zenaide no Rio. Na época o filme foi mostrado pela televisão em São Luís,
provocando indignação na Casa das Minas, pois pessoas ligadas ao culto disseram que
ela realizou no filme rituais errados."

A Casa Grande das Minas do Maranhão (Querebentã de Zomadonu), foi tombanda pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), pelo processo nº 1464-T-00, de 2002.