quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Programação Provisória do Seminário Nacional Manuel Querino - de 25 a 29 de agosto

A inscrição é gratuita, mas as vagas são limitadas. Pode ser feita pelo e-mail: eventos@ighb.org.br
Para maiores informações, visite: www.ighb.org.br

Segunda-feira dia 25 de agosto de 2008
AUDITÓRIO DO INSTITUTO GEOGRÁFICO E HISTÓRICO DA BAHIA

13h30
Credenciamento (inscrição gratuita)


14h30
Mesa de Abertura: Profa. Consuelo Pondé de Sena(Presidente IGHB);
Prof. Edivaldo Boaventura (Presidente Academia de Letras da Bahia);
Sr. Zulu Araújo(Presidente Fundação Palmares);
Sra. Adriana Castro(Presidente da Fundação Gregório de Mattos);
Sr. Luiz Alberto dos Santos(Secretário Estadual de Promoção da Igualdade Racial);
Sr. Ourisval Joviniano Sant’Ana (Presidente do Diretório Administrativo da Associação Protetora dos Desvalidos – SPD);
Deputada Fátima Nunes (Presidente da Comissão Especial de Promoção de Igualdade da Assembléia Legislativa da Bahia);
Sr. Bartolomeu Dias Cruz (Presidente do Núcleo Omi-Dùdú - Resgate e Preservação da Cultura Afro-Brasileira)


15h00


Palestra: Manuel Querino: Vida e Obra – Profa. Dra. Maria das Graças de Andrade Leal (UNEB)

Palestra: A formação Intelectual de Manuel Querino – Profa. Dra. Marli Geralda Teixeira. (Fundação Visconde de Cayrú)

Palestra: Manuel Querino nos estudos de Bradford Burns – Profa. Dra. Consuelo Novais Sampaio (UFBA/ALB)


17h30
Debate e encerramento

Terça-feira dia 26 de agosto de 2008
AUDITÓRIO DO INSTITUTO GEOGRÁFICO E HISTÓRICO DA BAHIA

14h30

Palestra: Manuel Querino e “A Arte Culinária na Bahia”.– Prof. Vivaldo da Costa Lima (UFBA)

Palestra: Manuel Querino iniciador dos estudos sobre a culinária baiana – Prof. Vilson Caetano Júnior (UNEB)

Palestra: Tenda dos Milagres e as teorias raciais no Brasil na virada do século XIX para o XX. – Profa. Ilana Seltzer Golddstein (UNICAMP)

Coordenador/Mediador: Profa. Ms. Sabrina Gledhill

17h30
Debate e encerramento


Quarta-feira dia 27 de agosto de 2008
AUDITÓRIO DO INSTITUTO GEOGRÁFICO E HISTÓRICO DA BAHIA

14h30
Palestra: Manuel Querino e a luta contra o “Racismo Científico” – Profa. Ms. Sabrina Gledhill

Palestra: Raça, identidade nacional e interpretação do Brasil na visão de Manuel Querino.– Prof. Carlos Antonio Reis (UNESP)

Palestra: Manuel Querino educador – Profa. Dra. Maria das Graças de Andrade Leal (UNEB)

Coordenadora/Mediadora: Profa. Wlamyra Albuquerque (UEFS/FPC)

17h30
Debate e encerramento

Quinta-feira dia 28 de agosto de 2008
AUDITÓRIO DO INSTITUTO GEOGRÁFICO E HISTÓRICO DA BAHIA

14h30
Palestra: Fotografias da Gente Negra no ensaio etnográfico de Manuel Querino – Profa. Ms. Christiane Vasconcellos. (UEFS)

Palestra: Manuel Querino – O “Vasari” brasileiro – Prof. Dr. Luiz Alberto Freire (UFBA-EBA)

Palestra: Manuel Querino nos estudos de Eliane Nunes – Profa. Dra. Maria Hermínia Hernadez (UFBA-EBA)

17h30
Debate e encerramento

Sexta-feira dia 29 de agosto de 2008
AUDITÓRIO DO INSTITUTO GEOGRÁFICO E HISTÓRICO DA BAHIA

14h30
Palestra: Manuel Querino: seus estudos sobre a independência da Bahia – Profa. Wlamyra Albuquerque (UEFS/FPC)

Palestra: Manuel Querino nos estudos de Pedro e Jorge Calmon – Profa. Consuelo Pondé de Sena (UFBA/IGHB)

Palestra: Manuel Querino: sua importância hoje – Profa. Dra. Vanda Machado

17h30
Debate e encerramento

CV de Manuel Querino

Manuel Querino escreveu seu currículo com seu próprio punho. Este documento faz parte do acervo do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia. Faça o download aqui

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Kilombo Tenonde - A harmonia da vida Rural no cenário Urbano

A semente do Kilombo Tenondé esteve sendo plantada a séculos nos Quilombos brasileiros. Reconhecemos as novas formas de opressão na sociedade moderna e industrial. Usando de espaço e de atividade, o Kilombo Tenondé promove a regeneração da criatividade, do pensamento e de ideais; busca a reconstrução da estrutura comunitária, hoje enfraquecida.

Localizado em Coutos-Subúrbio Ferroviário de Salvador e na cidade de Valença - Bahia, o Kilombo promove atividades como Permacultura, Agrofloresta, Bio-construção e Capoeira Angola. Venham nos conhecer!!!

Melhores informações: www.kilombotenonde.com
www.ficasp.com.br/permangola

sábado, 2 de agosto de 2008

CEAO: FILÓSOFO MOÇAMBICANO MINISTRA CURSO NO PÓS-AFRO

www.posafro.ufba.br/
O Prof. Dr. Severino Ngoenha, da Universidade de Lousanne/Suiça, ministrará, de 25 a 29 de agosto de 2008, no Pós-Afro, o mini-curso: "Metamorfoses da(s) cidadania(s) africana(s)"
O Curso terá carga horária de 15 horas e se insere nas atividades de abertura do 2º semestre do Programa de Pós-Graduação em Estudos Étnicos e Africanos/CEAO/UFBA.
Período: 25 a 29 de agosto de 2008
Hora: 15:30 às 18:30
Local: Auditório Milton Santos/CEAO
Inscrições: 12 a 14 de agosto de 2008
14:00 às 18:00 - Secretaria do Pós-Afro
(vagas limitadas)
PROGRAMAÇÃO
"Metamorfoses da(s) cidadania (s) africana(s)"
Prof. dr. Severino Ngoenha (Universidade Lousanne)

SESSÃO 1

Direitos do Homem, cidadania e identidades colectivas: a África entre as pertenças cosmogónicas endógenos e as invenções exógenas.

Existem três Africas : a cosmogónica, a africanista e a afro-centrica. A primeira levanta problemas quanto ao estatuto cívico dos seus membros, pois a escravatura era praticada antes mesmo da chegada dos europeus. A segunda releva da estigmatização de ordem teologica, filosofica e juridica, de que os africanos foram vitimas, que acabou caucionando ( codigo de Luis XIV) o seu estatuto de homem sem direitos ou de não homem. A terceira tem a ver com a tentativa de se pensar como sujeito de direitos no quadro do encontro (scontro) com o mundo ocidental.

Referências bibliográficas

Bernal, M. (1987/1991). Atena Nera. Le radici afroasiatiche della civiltà classica. Parma: Pratiche Editrice.

Mbembé, A. (2000). « A propos des écritures africaines de soi ». Politique africaine. N° 77. pp. 16-43. [também em português na revista Estudos Afro-Asiáticos]

Mundibe, V. Y. (1988). The invention of Africa : gnosis, philosophy, and the order of knowledge. Bloomington : Indiana univ. press ; London : J. Currey , cop.

SESSÃO 2

Escravatura, direitos e cidadania.

A emancipação da escravatura como luta para o reconhecimento dos direitos humanos.

A luta pela emancipação da escravatura vai até o fim do século XIX e compreende factos como o marronismo na Jamaica, a Republica das palmeiras no Brasil, a Independência de Haiti, a criação da Libéria e Serra Leoa, etc. Sob ponto de vista teórico este período levanta questões antropológicas quanto ao estatuto do homem Negro, do direito primeiro internacional como foi pensado na escola de Salamanca sobretudo por Vitoria – que aliás volta a actualidade -, mas também levanta questões ligadas a compreensibilidade mesma dos direito do homem.

Referências bibliográficas

Ferrajoli, L. (1997). La sovranità nel mondo moderno. Nascita e crisi dello Stato nazional. Roma-Bari : Editori Laterza.

Ngoenha, E. S. (1993). Das independências às liberdades. Filosofia africana.. Maputo: Edições Paulistas-Africa.

SESSÃO 3

Paradoxo entre os direitos reconhecidos e uma cidadania negada.

A integração social supõem a passagem do estatuto de coisa ao estatuto de pessoa e a conseguente possibilidade de ser cidadão. Digo possibilidade porque o reconhecimento jurídico só tem sentido se for acompanhado por medidas que permitão a integração social. Ora a um século do fim da escravatura os problemas de integração subsistem em todo continente americano. Onde se encontra solução, na discriminação positiva, no "Back to Africa" ou no afrocentrismo?

Referências bibliográficas

Asante, M. « Afrocentricity: Toward a New Understanding of African Thought in this Millennium ». In Molefi Kete Asante Homepage [on line].

http://www.asante.net/scholarly/afrocentricity.html

Du Bois, W. E. B. (1903/1999). As almas da gente negra. Rio de Janeiro: Lacerda Editores. pp. 49-91

Lara, O. D. (2001). « La Conférence Panafricaine de Londres. Un centenaire à commémorer, 1900-2000 ». Présence Africaine. N° 163-164. pp. 103-120.

SESSÃO 4

Dilema entre o direito à autodeterminação (cidadania política) e a dependência económica (cidadania social).

Dois aspectos do caminho libertário africano estão intimamente ligados: as nossas independências politicas estão a falhar pois assistimos a um processo de neo-colonialismo que é facilitado pela dependência económica que põem a Àfrica fora da historia no sentido de Hegel. Não só não participamos na globalização económica, mas também na globalização cultural ou se quisermos, na emergência de uma cidadania mundial e do cosmopolitismo. Nas metamorfoses actuais da cidadania como são discontidas na filosofia politica, ligadas a sua extensão geográfica e a sua separação da dimensão do nacional e do cultural, qual vai ser o lugar da África, das Áfricas?

Referências bibliográficas

Appiah, K. A. (2006). Cosmopolitanism. Ethics in a World of Strangers. London : Penguin Books Ltd.

Fanon, F. (1961/1987). Les damnés de la Terre. Paris: Ed. de la Découverte.

Lopes, F. (2007). E se l’Africa sparisse del pianeta Terra ?. Milano: Filtrinelli (en voie de publication).

Ngoenha, E. S. & Ferilli, L. (2007). « Eduquer à la citoyenneté ou aux citoyennetés ? ». [documento em anexo]

SESSÃO 5

« Fromhuman wrongs to human rights ». Ubuntu, novo modelo de cidadania mundial ?

Entre os vários questionamentos filosóficos que o processo da mundialização suscita, ressaltam a uniformização axiológica e cultural do mundo; o paradoxo ecológico, entre o imperativo de uma solidariedade diacrónica para com as gerações futuras e o esquecimento - no sentido heideggeriano - de uma solidariedade sincrónica para com os países pobres do planeta. Mas a questão crucial é a assimetria sempre maior entre a globalização de riscos e a localização de riquezas, o que levanta imediatamente a questão da justiça planetária.

Referências bibliográficas

Cassin, B., Cayla, O., Salazar, P.H., (dir.), (2004). Vérité, reconciliation, réparation. Paris: Ed. Seuil.

Krog, A. (1999). Country of my skull. London: J. Cape.

Ngoenha, E. S. (2006). « Ubuntu : new model of global justice ? ». Indilinga. African Journal of Indigenous Knowledge systems. Vol. 5. N° 2. pp. 125-134. [tradução portuguesa anexada]