quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Convite

A Palas Athena Editora e a Casa das Áfricas têm o prazer de convidá-lo para o lançamento do livro de Fábio Leite.

20 de setembro

A Questão Ancestral: África Negra, de Fábio Leite

(com prefácio de Fernando Mourão e comentários de Antonio Candido)

Local: Associação Palas Athena. Rua Leôncio de Carvalho, 99. São Paulo.

Dia: 20 de setembro, sábado. Horário: 18hs.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

BBC: Festa de Osun em Osogbo, na Nigéria


Ajani Adigun Davies explica o que acontece na festa realizada todo ano na cidade de Osogbo

Leia o artigo que acompanha o vídeo (em inglês) aqui

terça-feira, 9 de setembro de 2008

"Baianidade Nagô"

Leia na íntegra aqui
"[...] sábado saiu no A Tarde um especial sobre a baianidade, ela mesmo, a famigerada. Achei que tinha tudo a ver (e tem). Pra quem não teve oportunidade de ler, recomendo imensamente. As matérias e entrevistas são um mergulho nesse conceito bastante falado e pouco discutido – em larga escala, porque no meio acadêmico as teses e dissertações correm o mundo. Dá pra saber, por exemplo, que no século passado (porra, como soa estranho falar “século passado”) a baianidade foi em grande parte fruto das músicas de Dorival Caymmi e dos livros de Jorge Amado, das interações dos personagens que ambos criaram. Essa imagem, portanto, foi sendo criada na cabeça do resto do país, o que eu vejo como um fato simplesmente, sem julgamento de bom ou ruim. O problema todo é que a partir da década de 50, a Bahia passou a usar esse conceito de baianidade, preguiça e alegria para vender o Estado como destino turístico. E o fez com bastante competência."
- Rodrigo Carreiro
08/09/2008 - 10h36
ONU diz que oferta de emprego cresceu no país,
mas discriminação de mulheres e negros persiste

Luciana Lima
Agência Brasil
Em Brasília
Nos últimos anos, o Brasil apresentou melhora expressiva em indicadores importantes do mercado de trabalho, no entanto, o país não conseguiu diminuir, em níveis satisfatórios, a exclusão social e econômica, principalmente em relação às mulheres e aos negros.
Apesar de representarem mais de 70% do mercado de trabalho, mulheres e negros ainda são discriminados na área profissional. É o que aponta o relatório Emprego, Desenvolvimento Humano e Trabalho Decente - A Experiência Brasileira Recente, divulgado hoje (8) pela Organização das Nações Unidas (ONU). O estudo foi elaborado em conjunto por três agências da ONU: Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicíilios (Pnad), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), demonstra que, em 2006, o rendimento médio real das mulheres não-negras era de R$ 524,6, enquanto o das negras era de R$ 367,2. Já os homens negros receberam um rendimento médio de R$ 451,1, contra a remuneração de R$ 724,4 obtida pelos não-negros.

"No início da década de 2000 observamos uma oferta maior de emprego, uma geração maior de trabalho com carteira assinada, além de uma reversão da queda dos rendimentos obtidos com o trabalho. Isso ocorreu em um cenário de crescimento econômico. No entanto, ainda há uma distância significativa em relação à remuneração, considerando os fatores de raça e gênero, e isso não condiz com a condição de trabalho decente", explica o diretor do escritório no Brasil da Cepal, Renato Baumann.

O aumento da presença das mulheres no mercado de trabalho - uma tendência que se verifica desde os anos 70 no Brasil - consolidou-se nos últimos anos. Segundo o relatório da ONU, esse aumento, intenso e persistente, da inserção feminina é uma das tendências mais claras de mudança na estrutura do mercado de trabalho nas últimas décadas, tanto no Brasil quanto em toda a América Latina.

Essa evolução ratifica uma tendência de mais longo prazo, de acordo com a ONU, e está associada, entre outros fatores como o aumento da escolaridade feminina, ao processo de transição demográfica que reduz o número de filhos por mulher, a uma maior expectativa feminina de autonomia econômica e realização pessoal e a uma maior necessidade, intenção ou disponibilidade de contribuir para a manutenção ou elevação da renda familiar.

Baumann destaca, no entanto, que os avanços, que ele chama de "áreas de luz", não podem esconder as ainda existentes "áreas de sombra", em relação ao mercado de trabalho no Brasil. "É inegável que houve aumento da participação de mulheres e negros. Também houve aumento da remuneração desses dois grupos, mas não a ponto de termos a eqüidade."

O relatório aponta que "ainda é alta a desigualdade entre as taxas de participação das mulheres e dos homens, o que reflete as dificuldades que elas enfrentam, em especial as mais pobres e menos escolarizadas, para ingressar e permanecer no mercado de trabalho".

"São as mulheres pobres que encontram maiores dificuldades para ingressar no mercado de trabalho, como conseqüência, entre outros fatores, dos obstáculos que enfrentam para compartilhar as responsabilidades domésticas, em particular o cuidado com os filhos", conclui o estudo

Enviada por:
Josemara Souza
Turismologa
CEN - Coletivo de Entidade Negras Camaçari

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Histórias do Movimento Negro no Brasil: Depoimentos ao CPDOC

Revista de História da Biblioteca Nacional
Verena Alberti e Amílcar Araújo Pereira (orgs.)

Em tempos de querelas sobre cotas nas universidades e preservação de comunidades quilombolas, esta obra desponta como referência para os debates sobre a consciência negra no Brasil.

Resultado de uma grande pesquisa desenvolvida pelo Cpdoc, o livro reúne mais de 110 horas de depoimentos de figuras centrais do movimento negro nas décadas de 1970 e 1980. As entrevistas dos líderes contemplam histórias de luta em todo o país, discutindo temas delicados, como a repressão política na ditadura, o centenário da abolição e o crescimento das políticas de ação afirmativa.

As falas dos militantes não se restringem ao tema do racismo. O grande mérito deste livro é ultrapassar as questões óbvias sobre negros, abrindo espaço para assuntos mais abrangentes, como a luta pelos direitos civis nos Estados Unidos e a libertação das colônias portuguesas na África.

Incluindo uma impecável cronologia do movimento negro, esta edição exibe uma das feridas mais expostas do Brasil. (por Murilo Sebe Bon Meihy)